Coleção de Música

Anteriormente, já aqui descrevemos o que poderia ser uma boa coleção de música, baseada nos melhores álbuns do século XX. Mesmo sabendo que os gostos musicais estão a mudar e que o single está ganhando importância sobre o álbum, ainda é nesse formato que os músicos trabalham. Hoje damos seguimento a essa ideia da melhor coleção de música, incluindo alguns dos melhores álbuns do século XXI. Se, oficialmente, o ano 2000 ainda pertence ao século XX, temos dois exemplos de álbuns cuja influência foi determinante para o nosso tempo.

  • “The Marshall Mathers LP”, Eminem (2000). “Vinte milh318321954_dd11483460ões de rappers brancos aparecem/mas tudo parece vazio, sem mim”. Esse verso pertence à música “Without Me”, do álbum “The Eminem Show”, de 2002, que se seguiu a “The Marshall Mathers LP.” Eminem estava bem seguro do que dizia nesse verso: depois do álbum anterior, ele tornou-se a nova referência do rap.
  • “Is This It”, The Strokes (2001): não foi tão revolucionário como “Nevermind” uma década antes, mas foi aquilo que o rock estava precisando, no momento certo.
  • “Stories From The City, Stories From The Sea”, PJ Harvey (2000)

No dizer da revista Time, são 45 minutos em que Polly Jean vai do “blues mais duro ao rock mais melódico” e é o trabalho de “uma das maiores artistas mundiais no auge de suas capacidades.”

  • “Funeral”, Arcade Fire (2004): um álbum cruzando influências rock, pop com uma orquestra sempre presente, fazendo com que todas as músicas do álbum parecessem hinos. A tragédia pessoal que afetou os membros da banda durante a gravação terá contribuído para que a sensibilidade presente no disco fosse única e inimitável.
  • “25”, Adele (2015): a britânica provou que sua voz tem recursos quase inesgotáveis. O seu álbum “25” é como se quatro anos de pausa nunca tivessem existido.
  • “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”, Kanye West (2010): o mundo precisa de génios dispostos a ultrapassar os limites do razoável e a transformar isso em arte. Kanye West não é um “camaleão” como David Bowie, nem uma “rainha da pop” como Madonna ou Lady Gaga; para ele, basta ser Kanye West.