Sobre a música do Brasil

A música brasileira reflete a grande diversidade cultural e civilizacional do seu povo. Não é caso de ufanismo de recordar o célebre livro de Stefan Zweig, sequer os estudos de Gilberto Freyre; é reconhecer que as influências que o Brasil recebeu dos povos imigrantes, somadas à influência cultural dos Estados Unidos, contribuíram para uma riquíssimaBatuque criatividade musical, de que o Brasil pode, com todo o mérito, se orgulhar. Vejamos, de forma muito rápida, as contribuições musicais do Brasil para o mundo.

  • Choro: a primeira música urbana, misturando o lundu e a influência europeia, juntando o violão, o bandolim, a flauta, o cavaquinho e o pandeiro.
  • Samba: entre a raíz africana da Bahia e o toque carioca, rápido se tornou um símbolo nacional.
  • Bossa Nova: qualquer crítica estrangeira coloca Tom Jobim, João Gilberto e Vinicius de Moraes entre os génios da música do século XX.
  • Sertanejo: os mais intelectuais não gostam, mas não perde nada para a música country americana.
  • MPB: falando no country, não é verdade que Shania Twain e Taylor Swift transformaram o country em pop? Bem, na década de 60 já Chico Buarque trabalhava para fundir o folclore tradicional com a Bossa Nova e criar algo de novo.
  • Forró: o Nordeste tem a quadrilha, o xaxado, o xote, a chula portuguesa… muita diversidade sob a “capa” do forró.
  • Frevo: ainda não tínhamos chegado ao ritmo louco do Pernambuco, que é classificado como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
  • Rock, Reggae, Rap, Hip Hop, Funk: estes estilos vêm mais direto dos Estados Unidos, mas as bandas e os músicos brasileiros tentam sempre aplicar as influências nacionais, transformando o que vem do exterior. Na verdade, o funk carioca é tão diferente do original que quase nem se pode considerar como adaptação.

E repare que nem falámos do Maracatu, do Axé, da Lambada, da Capoeira e das marchinhas do Carnaval. Por aqui dá para adivinhar o imenso baú de tesouros por descobrir que a música brasileira encerra.